Em Setembro, nós vivenciamos o “Setembro Amarelo”, que é um mês dedicado a prevenir o suicídio e falar sobre o mesmo, conscientizando a população sobre ele e sobre estratégias de prevenção na saúde mental desde a infância.
Estratégias de prevenção em saúde mensal na infância e na adolescência
Mas como podemos desenvolver estratégias que auxiliem a prevenir o suicídio desde a infância?
Primeiro é importante levarmos em consideração que o suicídio pode acontecer desde a infância, não somente em adolescentes e adultos. E é importante também sabermos que a saúde mental começa na infância e vai com a gente para além da adolescência, até a vida adulta.
E em segundo lugar, também é importante entendermos que o que leva uma pessoa a cometer suicídio não é um fator único. Existem vários fatores que levam a pessoa a tirar a própria vida, mas quase sempre, estamos falando de um transtorno mental de base por trás do comportamento suicida. Transtornos mentais iniciam na infância em setenta e cinco por cento dos casos. Estudos já nos comprovam isso, como esse.

Então, sabendo de tudo isso pode-se entender que se eles começam na infância, eles podem ser prevenidos desde a infância e existem alguns fatores chave para isso.
Sabemos que na base da pirâmide de uma boa saúde mental, precisamos ter educação emocional, trabalho com resiliência e mindset de crescimento, desenvolver repertório de emoções positivas, de gratidão e de otimismo.
O trabalho com essa base da pirâmide pode e deve começar desde a infância e quanto antes ele for iniciado, melhor. Outro ponto importante é que ele deve ser constante e deve estar inserido na vida da criança nos mais diversos ambientes em que ela estiver inserida.
Quanto mais as crianças aprendem e conseguem entender o que sentem e como podem lidar com suas emoções, principalmente as negativas, melhor elas irão conseguir reagir às situações da vida, às dificuldades e aos desafios.
Quanto mais grata a criança conseguir ser, olhando para tudo o que tem e conseguindo apreciar tudo o que a vida lhe proporciona ao invés de olhar somente para o que não tem, vivendo em constantes reclamações e negativismo, melhor e mais ela irá valorizar tudo o que ela tem na vida.
Quanto mais resiliente ela for, melhor ela conseguirá se recuperar de situações difíceis que irão acontecer em sua vida, frustrações, decepções, tropeços e quanto mais a mente dessa criança estiver aberta ao novo, aceitando e vivenciando mudanças de forma positiva, melhor ela vai conseguir reagir à todas as instabilidades que irão com certeza acontecer em sua jornada.
Então, quando você que está lendo esse texto, percebe tudo isso e identifica todos os fatores que são importantes para nos proteger de transtornos mentais na idade adulta, acredito que você já percebe a importância de falarmos e divulgarmos tudo isso e termos um mês para abordarmos essas ações.
E muito mais do que falarmos e divulgarmos precisamos agir! E começar a aplicar na prática todas as estratégias que pudermos para estimular os fatores que irão funcionar como proteção na idade adulta para a saúde mental.
No meu canal no youtube, tenho vários vídeos que abordam a educação emocional na infância, com várias estratégias práticas e lúdicas que podem ser desenvolvidas no dia-a-dia das crianças para auxiliar vocês! Vamos lá conferir?!
Por Renata Lela – CRP 06/68519